Conheça melhor o Sagrado Feminino

A luta das mulheres nas últimas décadas vem mostrando a capacidade e a autoconfiança que nós temos. Cada dia que passa conquistamos o nosso espaço e mostramos que não estamos dispostas a abrir mão de nossos sonhos para agradar a sociedade. Mas sabia que essa exaltação pela mulher e o orgulho do sexo feminino já existia no passado? Não? Então conheça e aprenda mais sobre o Sagrado Feminino.

O que é o Sagrado Feminino?

O Sagrado Feminino é um aspecto espiritual que tem como maior objetivo exaltar a mulher. Às vezes é confundido com o movimento feminista por conta de alguns de seus ideais se juntarem no caminho, mas eles possuem algumas diferenças muito simples: o movimento feminista luta pela igualdade de direito entre os sexos.

Já o Sagrado trabalha com o autoconhecimento e o empoderamento da mulher. Pode-se dizer que ele foca em algo que vem de dentro para fora. Ensina um pouco de amor próprio e nos ajuda a nos sentirmos suficientes e aptas para vivermos a vida com ou sem um homem.

No Sagrado Feminino, a Deusa é tida como a grande Mãe e tem os seus poderes reconhecidos, principalmente o sexual, o intuitivo e o instintivo. As praticantes valorizam o seu corpo e entendem a dádiva que é o poder de gerar uma nova vida dentro de si.

Como surgiu essa expressão de exaltação da mulher?

Não existe um dia, um ano ou até mesmo um século em que o Sagrado Feminino surgiu. Mas existem provas históricas que mostram que os povos primitivos reverenciavam uma criadora e acreditavam que todas as fêmeas eram sagradas. Isso porque as mulheres é quem tinham o dom de criar a vida a partir do próprio corpo, com imagem e semelhança de sua criadora.

Por conta dessa dádiva dada pela Deusa, as mulheres no início eram muito importantes para a comunidade. Elas tinham profissões ótimas na alta sociedade. Eram juízas, sacerdotisas, legisladoras, curandeiras e até fazendeiras. Os trabalhos antigamente podiam ser executados por todos, sem distinção de gênero.

Segundo escavações arqueológicas que ocorreram na Grécia, essa adoração pelo feminino acabou por volta de 4000 – 3500 a.C., pois houve algumas guerras e invasões que fizeram as características da civilização mudarem um pouco. As artes, a criatividade e a sexualidade perderam o seu lugar de destaque e os dominadores passaram a ser os mais fortes e os que tinham mais armas. O medo das guerras fizeram com que a “força física” ganhasse mais poder.

Claro que o poder das mulheres não sumiu de um dia para o outro, porém começaram a tirar o foco sagrado que elas tinham. Passaram então a colocar a expressão sexual como algo pecaminoso. O sexo deveria ocorrer apenas para a procriação, assim, a mulher, com seus desejos, passou a ser vista com olhos ruins pela sociedade. Sem contar que o homem ficou mais importante, até pelo fato de conceber a vida, pois sem o macho era impossível a fêmea criar uma vida sozinha.

Pregaram que a menstruação era um castigo pelo pecado que a mulher cometeu no passado, e que apareceria uma mês por mês para lembrá-la disso. Foi assim que tudo que trazia o poder do feminino foi extinto. Assim, os sexos também foram separados, pois ao invés de lutarem juntos pela sobrevivência, “um era mais importante do que o outro” e isso acabou com a igualdade que existia.

Depois que essa nova forma de ver o mundo passou a ser comum, algumas religiões pagãs continuaram a adorar a Deusa. Porém, depois de alguns impasses que o cristianismo trouxe, essa adoração passou a ser secreta, pois religiões pagãs e o Sagrado Feminino eram vistos como bruxaria.

Por conta dessas atitudes que tiveram grande influência, principalmente na Idade Média, o Sagrado Feminino ficou cada vez mais escondido e apenas uma minoria conhecia a importância do empoderamento das mulheres. Hoje ele está em destaque novamente para desenvolver toda essa exaltação que nós tanto merecemos.

Como seguir os princípios do Sagrado Feminino?

Para seguir o Sagrado Feminino e seus princípios não é preciso de muito. Só que, dependendo da forma que você foi criada, pode ser que encontre algumas dificuldades em aceitar a adoração a Deusa. Como o seu maior objetivo é o empoderamento e autoconfiança, e não a religião, é preciso um esforço para separar as coisas.

O melhor modo de começar é compreender o corpo da mulher e o quanto ele é sagrado. O poder de gerar a vida não é dado a qualquer um, e esse dom deve ser exaltado. Reconhecer a sua importância e tudo o que você representa é o início ideal para seguir o Sagrado. Depois, passe a enaltecer o feminino. Sua beleza, suas curvas, a pele, os cabelos, e por aí vai.

Sua crença não vai mudar de um dia para o outro, mas acreditar na figura da Deusa também é muito importante para entender o Sagrado Feminino. Você nunca se perguntou o por que a divindade ter de ser um homem? Isso é uma ideia passada pela cultura do patriarcado, e por estarmos há tantos anos sujeitas a esses ensinamentos, até estranhamos quando pensamos em aceitar uma divindade feminina.

Ainda existem algumas religiões que acreditam e glorificam o sexo feminino como o maior poder do universo. Isso é importante porque, quando abraçamos a ideia de uma Deusa, passamos a aceitar que toda mulher pode se tornar um ser poderoso, adorado e divino. É desse jeito que passamos a perceber que cada uma é especial e que todas são como um único mundo.

Entendemos que cada mulher possui seus mistérios, o seu jeito de lidar com as coisas, suas inseguranças e os seus pontos fortes, e isso tudo se torna sagrado quando você passa a valorizar cada pontinho que existe em si mesma.

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Quem é a Deusa do Sagrado Feminino?

Só de nos perguntarmos isso, percebemos como a sociedade influencia nossas crenças, e perdemos contato com alguns dos ensinamentos mais antigos. Tudo bem, apenas temos que aprender que, assim como Deus, a Deusa é uma divindade. Não se tem registros de sua origem, mas sabe-se que ela era cultuada desde o início dos tempos pelos homens pré-históricos. Diversos registros arqueológicos mostram que eles adoravam a mulher, porque ela representava a fertilidade. Assim, a fêmea e a Terra eram as coisas mais importantes que eles tinham.

Associavam uma mulher como Fonte Criadora Universal. Pela Terra ser o primeiro contato com o divino que eles tiveram, passaram a acreditar que ela oferecia para eles a procriação.

Depois do cristianismo, nós tivemos esse contato com a Deusa cortado. Não existem registros dela em nenhuma mitologia pós-cristã. O Sagrado Feminino todo foi afetado, as mulheres passam a ser vistas como impuras. Até a Mãe Divina, Maria, mãe de Jesus, era vista como sem poder. Ela pode interceder por nós, mas não é poderosa.

No cristianismo, a mulher não podia ser um ser sagrado e, por isso, ela é substituída na Santíssima Trindade. A santidade maior é “Pai, Filho e Espírito Santo”, tirando toda a exaltação do feminino, que não pode estar no poder.

Atualmente, o Sagrado Feminino ainda não foi consagrado como antigamente, mas só pelo fato dele poder voltar a ser expressado, e o empoderamento e autoconhecimento voltarem a fazer parte da vida da mulher já é um grande passo para a volta da adoração da Deusa.

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