Por que dia 30 de setembro é o Dia do Candomblé?

Após anos de luta e muita resistência, criou-se um projeto de lei para que 30 de setembro seja aprovado, em todo o território nacional, como o Dia do Candomblé. Esta homenagem visa destacar a religião que é muito popular em nosso país. O projeto de lei se baseia na necessidade de preservação das raízes africanas, uma cultura que influenciou muito na formação do nosso povo. Infelizmente ela segue em processo de transição constitucional e ainda não foi aprovada.

O dia 30 de setembro já é reconhecido como “Dia da Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações da Umbanda e do Candomblé” no estado de São Paulo desde janeiro de 2016. O que já é um grande avanço. Mas, por acaso, você sabe como o candomblé chegou ao Brasil? Não?! Sim?! Explicaremos melhor.

Afinal, o que é o Candomblé? – Dia do Candomblé

É uma crença ligada aos orixás e tem como base a alma na natureza, sendo assim, é chamada de anímica. Para sobreviverem as perseguições dos colonizadores, os escravos passaram a associar cada orixá com um santo católico – fenômeno conhecido como sincretismo religioso, isto é, a mistura de elementos de crenças distintas. Desta forma, podiam exercer sua adoração sem que sofressem repúdio dos portugueses.

O Brasil é um país que possui um grande número de praticantes da religião. Todavia, o Candomblé está presente também na Argentina, México, Alemanha, dentre outros. No Brasil se cultua apenas 16 orixás, enquanto que na África existem 200. O Deus supremo criador dos orixás é Olodumaré.

Como surgiu o Candomblé? – Dia do Candomblé

O Candomblé é uma religião de origem africana que chegou ao Brasil entre os séculos 16 e 19. Os escravos da África Ocidental trouxeram para cá sua cultura, idioma, modos e, principalmente, seus valores.

A religião trazida pelos negros é considerada um meio de resistência, uma vez que sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, já que eles acreditavam ser uma prática de feitiçaria, e passaram a considerar como um ato criminoso a realização dos cultos pelos escravos.

Como e onde são realizados os rituais? – Dia do Candomblé

Os cultos do Candomblé são realizados em locais chamados de terreiros, casas ou roças. Na maioria da vezes acontecessem sacrifícios de pequenos animais, como a galinha e pombo – os ritual é efetuado pelo Axogun, é deve ser feito sem que o animal sofra ou sinta dor, caso contrário o Orixá não aceita a oferenda. Entretanto, nem todos os rituais são acompanhados de sacrifícios.

A celebração do culto é feita pelo pai ou pela mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Com o auxílio de tambores e em ritmo de dança, os filhos de santo começam a incorporar orixás, que são deuses supremos e possuem personalidades e capacidades distintas. Além disso, os orixás também tem cores, dias da semana, danças, instrumentos, comidas e saudações diferentes e que devem ser respeitadas. Geralmente, esse ritual tem no mínimo duas horas de duração.

Veja dias da semana para homenagear os orixás:
Segunda-feira – Exú – Mensageiro dos Orixás
Saudação: Laroyê Exú!
Terça-feira – Irokô – O orixá do Tempo
Saudação: Iroko y Só! Eeró!
Quarta-feira -Obá – orixá dos ventos e redemoinhos
Saudação: Obá Xiré Yá!
Quinta-feira – Ossaim – O orixá das plantas
Saudação: Ewê ô!
Sexta-feira – Oxalá/Oxaguiã/Oxalufã – O orixá maior
Saudação: ÈPA BÀBÁ
Sábado – Iemanjá – Deusa do mar
Saudação: Odò ìyá!
Domingo- Nanã Buruku – a mais velha dos orixás e deusa da morte
Saudação: Saluba Nanã!

Candomblé X Umbanda

Muitas pessoas ficam confusas ao relacionarem as religiões de Umbanda e Candomblé. Apesar de parecidas, são distintas. A principal diferença entre elas é: no Candomblé não há incorporação de espíritos, pois os orixás representam as divindades da natureza. Já na Umbanda existe incorporação, que são feitas de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns.

Por serem muito parecidas, existem pessoas que praticam ambas. Porém, sempre em dias, horários e locais diferentes. Ainda que muito semelhantes é totalmente inadequado igualá-las.

Por que existe preconceito com a religião do Candomblé?

Infelizmente o preconceito existe sim, e devemos falar sobre. A ideia – totalmente equivocada – de que a religião do Candomblé está completamente associada com rituais perigosos, como se fosse “magia negra”, deve acabar. Em determinados locais do Brasil, a intolerância é maior do que em outros. Inclusive, há relatos de extrema violência contra os adeptos da religião.

Junto com sua família, todos vestidos de branco, ela voltava para casa quando dois jovens começaram a insultar o grupo. Em determinado momento, um deles lançou uma pedra que acertou a cabeça da criança. Episódios infelizes assim são a prova de que a intolerância religiosa existe e deve ser combatida.

Em um primeiro momento as pessoas precisam informar-se sobre alguns assuntos antes de julgar. Entender que o Candomblé é uma religião marcada por resistência, pelo sincretismo na época do período colonial – era através da mesma que os escravizados podiam cultuar e adorar aos orixás. É importante lutar para que o Dia do Candomblé seja reconhecido nacionalmente, e assim homenagear essa religião que está enraizada na origem brasileira, bastante praticada e muito pré-julgada.

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Comentários

  • Boa tarde. As matérias sobre o candomblé não conseguem ser completas, porque elas ignoram a diversidade africana que influenciou as nossas raízes. Existe o Candomblé de ANGOLA que não cultua Orixá, mas Nkisi, e as tradições que Cultuam Vodum. Não reconhecer nem respeitar a diversidade, é um tipo de preconceito.

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