Ogum no Candomblé – O Orixá da guerra, agricultura e tecnologia

Ogum no Candomblé foi uma das primeiras divindades dessa religião. E mesmo sabemos que existem centenas de Orixás, esse é único deus da guerra, agricultura e tecnologia. Vale citar que logo após a criação do mundo, Ogum foi o primeiro Orixá a vir para a Terra. Por isso, em muitas nações africanas, seu nome é Oriki ou Osin Imole, que significa “o primeiro orixá na Terra”. Quer saber mais sobre esse poderoso Orixá? Então confira!

A mitologia de Ogum no Candomblé

Pode parecer estranho que Ogum no Candomblé seja ao mesmo tempo o deus da guerra, da tecnologia, da agricultura e da caça, mas a mitologia africana traz uma explicação: Ogum, para sobreviver na floresta, forjava suas próprias armas (tecnologia). Essas armas serviam tanto para caçar (agricultura) quanto para golpear seus inimigos (guerra). A Ogum pode ser dado o título de primeira divindade cultuada pelo povo yorubá, daí sua importância para o Candomblé.

Biografia de Ogum no Candomblé

Ogum no Candomblé é filho de Oduduá (seu pai, o criador da Terra) e Yemu (sua mãe, de uma beleza estonteante). Ogum se apaixonou por sua mãe, Yemu, com quem manteve relações sexuais, e por isso foi expulso de casa por Ododuá. A partir daí, passou a viver na floresta, onde desenvolveu suas habilidades de caçador e guerreiro.

Ogum sofreu várias decepções amorosas. Além de não poder ver mais sua mãe e amante, ele ainda foi traído por outras esposas ao longo da vida. Com isso, terminou sentindo um certo desprezo pelas mulheres. Acredita-se que muitos homens abusivos ou machistas da atualidade sejam filhos de Ogum.

Na África, Ogum no Candomblé é cultuado apenas pelos homens. Mulheres são proibidas de adorá-lo. Essa divindade estava sempre envolvida em guerras com nações vizinhas, de onde trazia escravos. Ogum destruiu várias cidades africanas, inclusive o reino de Irê-Ekiti. Lá, ele matou o rei e se auto declarou novo governante da nação.

O desaparecimento Ogum no Candomblé

Logo após a conquista, Ogum deixou Irê e partiu para outras guerras. Ao voltar à sua cidade, depois de muitos anos, viveu uma infelicidade. A nação celebrava uma cerimônia em que todos deveriam ficar em silêncio. Assim, ninguém falou com Ogum, que se enfureceu e cortou a cabeça de todos os moradores da região.

Seu filho, que tinha ficado em seu lugar no trono, enquanto o pai guerreava, explicou-lhe a situação. Ogum então sentiu enorme arrependimento e decidiu que não queria mais viver. Ele despareceu sob a Terra, tornando-se o orixá que conhecemos hoje.

As cores de Ogum são o azul e o branco, ou o branco e o vermelho. O dia da semana
indicado para fazer trabalhos a Ogum é a terça-feira, quando, de preferência, devem ser servidos feijoada e inhame.

Legado de Ogum no Candomblé e Sincretismo

Foi Ogum no Candomblé quem ensinou a humanidade a forjar o ferro e o aço. Ele sempre anda com vários instrumentos de metal, como machado, pá, enxada, picareta, espada e faca.

Assim como acontece com outros orixás, os escravizados brasileiros também tiveram de unir Ogum às divindades cristãs. No candomblé, Ogum é sincretizado com São Jorge.

Características dos filhos de Ogum no Candomblé

Os filhos de Ogum no Candomblé são fortes, aguerridos, arrogantes e impulsivos. Têm grande dificuldade de perdoar aqueles que lhe fazem mal. Possuem humor volátil, passando da alegria ao ódio em poucos minutos. Por outro lado, há algumas vantagens. Seus filhos nunca fogem à luta e geralmente são vencedores das batalhas pessoais ou profissionais em que se envolvem.

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