Conheça Nanã – A Orixá da proteção maternal

Nanã é Orixá dos mangues e do pântano. Também chamada de mãe e avó, ela é a “Senhora da Morte”, responsável pelos portais de entrada e saída das almas. Acredita-se que sua energia está presente desde a criação da humanidade e que ela representa a memória do povo, já que vivenciou a concepção do Universo.

É uma das mais respeitadas e temidas entre os outros Orixás. Pode também ser chamada de Nanã Buruku, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Anamburucu, Nanamburucu ou Nanã Borodo. No sincretismo religioso, ela está relacionada à Santa Ana. Conheça mais sobre essa Orixá poderá a seguir:

Sobre Nanã – A Orixá da Lama

Considerada a mãe de todos os Orixás, Nanã é a “Rainha da Lama” já que foi a partir deste elemento que todo o ser humano se originou. Ela é a responsável pelo portal entre a vida e a morte, já que ela tem a tarefa de limpar a mente dos espíritos que são desencarnados para que eles consigam se livrar de todo o peso que sofreram durante a sua jornada. Dessa forma, conseguem reencarnar sem vestígios da vida anterior. Seria essa a explicação para as pessoas perderam a memória à medida que envelhecem.

As lendas de Nanã contam que estava presente quando a água foi separada da terra e o barro encontrado foi utilizado por Oxalá para gerar a vida. Nesse momento, descobriu o segredo do portal entre a vida e a morte. Foi pedido a ela que após a morte, aqueles vieram do barro deveriam voltar ao mesmo elemento.

As principais cores relacionadas à representação da Orixá são Anil, Lilás e Branco, que sempre são observadas em suas vestimentas e adornos. O dia da semana dedicado às suas homenagens é o sábado e sua saudação é “Saluba Nanã”.

Nanã e o sincretismo com a Santa Ana

O sincretismo religioso da Orixá se dá com a avó de Jesus, Santa Ana. Ambas são homenageadas no dia 26 de julho e se relacionam principalmente pelo conhecimento que têm e pelo fato de carregarem em si o arquétipo da avó.

Revelações do Tarot

De acordo com a tradição católica, é a padroeira das mulheres que têm dificuldade em engravidar e também das avós. Durante sua juventude, ela teve problemas para conseguir engravidar e, por isso, foi vista pela sociedade como uma mulher castigada por Deus. Porém, isso nunca foi motivo para abandonar a fé.

Ana e seu marido, Joaquim, confiavam no poder divino e durante muitos anos pediram a Deus a graça de ter filhos. Ela nunca se revoltou contra Deus e entendeu a dificuldade como parte do “mistério de Deus”, reconhecendo a vontade dele como algo que sempre será maior. Nessa luta de compreender a vontade de Deus, Ana se tornou pura de coração – representada pela túnica branca que veste.

Mesmo após ter passado o tempo de engravidar, Joaquim não desistiu e se retirou para o deserto para rezar e fazer penitência. Durante essa fase, um anjo apareceu dizendo que Deus havia ouvido seus pedidos. Depois de um tempo que voltou para casa, Santa Ana ficou grávida. Todo sofrimento e penitência que o casal passou foram transformados em privilégio por serem pais daquela que viria a ser mãe de Jesus.

A história de Santa Ana e a comparação com Nanã

A história de vida de Santa Ana é contada por todos os símbolos que compõem a sua representação. Além da túnica branca, o véu marrom e verde que a Santa usa carregam dois significados que se complementam. A cor verde simboliza a vida que renasce, ou seja, o milagre da gravidez. E a cor marrom é símbolo da simplicidade e humildade que Santa Ana teve ao compreender as decisões de Deus.

Já o pergaminho que carrega na mão direita, é símbolo de tudo o que Santa Ana ensinou à Virgem Maria. Na sociedade em que elas viviam, a educação das garotas era completamente de responsabilidade das mães. No pergaminho, é possível observar que estão elencados os dez mandamentos, indicando que a Santa ensinou à Maria tudo o que diz respeito às Leis de Deus, à santidade da vida e às tradições de fé.

No sincretismo religioso, é comum entender que esse conhecimento, dedicação e respeito pela criação divina observados na história de Santa Ana a conectam com Nanã. As duas são mães, avós e carregam as energias do saber e da humanidade. Além disso, as duas são símbolo da força feminina na criação divina.

Agora que você já conhece melhor Nanã e seu sincretismo religioso com Santa Ana, veja também:

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